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Suicídio: problema de Saúde Pública!

Suicídio:  problema de Saúde Pública!
01 ago 2018

CAPA BRAZILUSA ORLANDO 91Temos que encarar o Suicídio como um problema de Saúde Pública. 28% de aumento no número de casos de suicídio nos Estados Unidos, em pouco mais de 15 anos.
Esse foi o dado divulgado pelo Centro de Controle de Doenças, do Governo Norte Americano, no boletim, chamado de Vital Signs. Os registros vieram do Sistema de Relatórios de Mortes Violentas, que cobre 27 estados do país.
Essa curva de crescimento alarmante segue uma tendência mundial, e segundo a Organização Mundial da Saúde, 800 mil pessoas perdem a vida dessa maneira.
Cerca de 78% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento e de baixa renda, que já respondem pela segunda causa de morte entre os 15 a 29 anos em todo o mundo, desde 2015.
Isso é um problema de saúde pública mundial e deve ser encarado dessa forma, para que se possa estudar e entender o fenômeno, suas causas e propor estratégias para melhorar esse quadro.
Existe uma ligação conhecida entre os casos de suicídio e problemas de saúde mental, em especial a Depressão. Porém, não podemos correr o risco de simplificar a situação.
O abuso de álcool é um outro fator de risco importante. Além disso, situações de vulnerabilidade e discriminação que sofrem populações de áreas de conflito, povos indígenas e grupos discriminados por sua opção sexual também estão entre as causas que podem levar ao Suicídio.
O mais importante é que a sociedade como um todo se prepare para oferecer, de forma ampla e sem pré-julgamentos, apoio para às pessoas que estão se sentindo sem opção na vida e completamente sem esperança.
As estruturas formais de tratamento de Doenças Mentais devem ser reforçadas, além de capacitação para todos os profissionais de saúde de todos os níveis.
Os jornalistas também devem ser treinados para que as coberturas sejam realizadas dentro de orientações já publicadas internacionalmente.
Temos que nos esforçar para acabar com o estigma, ainda existente sobre as doenças mentais, e também melhorar a coleta de dados sobre tentativas e casos de morte, para que os números possam nos ajudar a criar redes de apoio para que a prevenção do suicídio seja mais forte.
Já existem algumas estruturadas que estão sendo utilizadas. Procure conhecer os números de telefone e meios de acesso aonde as pessoas possam buscar ajuda.
E talvez, o mais importante de tudo,: esteja disponével para ouvir realmente o outro de forma aberta e sem julgamentos, crie pontes e reforce que ninguém está completamente só no mundo.

Dr. Luís Fernando Correia

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