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Uma Arte que se Aprende e se Aperfeiçoa!

Uma Arte que se Aprende e se Aperfeiçoa!
25 nov 2017

No livro “O Ócio Criativo”, Domenico de Masi demonstra como alegria e satisfação pessoal no dia a dia aumentam a criatividade, que por sua vez faz crescer o potencial de imaginação necessário a um melhor desempenho produtivo no trabalho. Ao tomar conhecimento dessa genial ideia, confirmei que já adotava essa teoria, antes mesmo de saber da sua existência.

A grande maioria das pessoas confunde ócio com preguiça. A principal diferença é que o ócio pode gerar produtividade e ter significado; a preguiça é insignificante por si só.
Ao contrário do que muitos acreditam, ócio criativo não significa não fazer nada. Por ócio criativo entende-se a união entre trabalho, estudo e lazer, de forma que alguém possa experimentar a riqueza gerada pelo trabalho, o conhecimento ocasionado pelo estudo e a alegria proporcionada pelo lazer.
O conceito de ócio criativo foi desenvolvido pelo autor, em resposta à sua insatisfação diante do modelo centrado na idolatria do trabalho e competitividade. Pessoas que amam o que fazem costumam dizer que não precisam trabalhar, uma vez que elas não distinguem trabalho de lazer. Não é segredo: aqueles que são apaixonados por sua profissão e sentem prazer nas atividades trabalham com maior motivação e criatividade.
As pessoas precisam se libertar dos conceitos tradicionais de trabalho e diversão como antagônicos. Devem buscar um equilíbrio entre as relações profissionais e as necessidades pessoais e emocionais, que é a essência do conceito de ócio criativo. Não é fácil atingir essa harmonia nos dias atuais, embora seja humanamente possível, e deveras importante.

Domenico de Masi lembra que o ócio criativo é um aprendizado e, como tal, deve ter um tempo de maturação. Segundo ele, o ócio criativo
é uma arte que se aprende e se aperfeiçoa. Bem, agora ja posso traçar o paralelo entre as ideia do autor e da minha maneira de agir com
relação ao meu trabalho de criação. Descobri que não adiantava eu me sentar diante uma tela em branco e decidir que era aquele o momento certo de começar a pintar.
Antes, eu precisava estar conectada com as ideias que me levariam a criar, com o desejo e pensamento focados naquilo que desejava fazer,
dando chance ao cérebro de descobrir o que eu precisava enquanto exercesse outras atividades.
Acredito que nós artistas, por sermos muito intuitivos, tenhamos a capacidade de agir assim quando nos sentimos pressionados a criar. Adiar o início de um trabalho para simplesmente observar o mundo ao redor ou deitar em uma rede, lêr um livro, vêr um filme, sem culpa ou cobrança, desde que o pensamento não se afaste do foco principal. Pode parece fuga ou algum tipo de procrastinação, mas não é! Sair para uma simples caminhada; assistir ao espetáculo do nascer ou pôr do sol; sentar à beira mar para acompanhar o vai e vem das ondas; olhar para o céu em busca de formas familiares nas nuvens ou contar estrelas, podem resolver mil questões e ajudam a encontrar muitas respostas.
Na verdade, enquanto estamos “distraídos” com outras coisas, o subconsciente trabalha à nosso favor, pois o foco continua sendo o que desejamos e precisamos criar e realizar. Acontece de repente, as idéias antes confusas se clareiam e a tão esperada e brilhante ideia acontece: EUREKA!
Costumam chamar isso de inspiração!

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